quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Eu? Pedalar Longas Distâncias?...

Randoneiro & Popular





Ser Randoneiro, pode significar algo diferente para cada ciclista. Para alguns é quase cicloturismo, gastronomia, confraternização em um ritmo leve. Para outros, ser randoneiro é questão de velocidade, tempos mais rápidos - os ciclistas estabelecem metas e recordes pessoais, geralmente procurando parceiros de mesmo ritmo. O interessante é que não há prêmio diferente a receber, a medalha (quando há) é comum a todos os participantes, que concluem o percurso dentro do prazo estabelecido.







Randonagem é o neologismo para o Randonnée (França), descreve um evento ciclístico não competitivo de longa distância, onde os participantes seguem uma rota pré-estabelecida, com tempos aferidos em Postos de Controle (PCs). Os Randoneiros, não podem receber apoio, exceto nestes PCs, portanto devem estar preparados com sua nutrição, hidratação,  panes mecânicas da bike, mudanças climáticas e por ai vai...





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Será que isto é pra você? Para ajudá-lo nesta questão, nada melhor que participar de um Popular (populaires) -  são pedais que lhe permitem ter uma noção, uma amostra da Randonagem - pedala-se distâncias menores que 200 kms, mas no mesmo ritmo e estilo da sua irmã maior. No DF o Ciclismo de Longa Distância; começou a organizar alguns eventos desta forma, confira a programação dos próximos pedais do grupo e deguste um pouquinho da "droga". Clique aqui  E cuidado pois são altamente viciantes.





As Randonagens do LD são de livre participação, já uma série Super-Randoneira de eventos oficiais (ACP e Randonneurs Brasil), obedecem uma progressão que inicia com 200 km e vai aumentando com pedais de 300, 400, e finalmente os de 600 km.  Nestas o Randoneiro na primeira viagem deve completar os 200 antes de fazer os 300 e estes antes dos 400... Ciclistas famintos por desafios maiores, podem ainda participar dos ultra-desafios de 1000 e 1200 km.





E ai.... Borá?

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Holyfield 8.0 - Vai encarar?

Holyfield 8.0? Paulera pura!
(80 Kms de Montanhas Asfálticas em Corumbá IV)

Para quem não acredita em montanhas na região do Planalto Central, o Ciclismo de Longa Distância - LD, lança um novo desafio de força - Escalar 80 Kms de Montanhas! Numa região inóspita, sem água e alimentação. É claro que para encarar o parrudo pedal, vamos contar com apoio motorizado, durante o percurso. Portanto se for a nocaute, nada de querer morder a orelha do bicho!


VOU ACABAR COM VOCÊS - SEUS PAUS-DE-RATO!!!!




Diz uma antiga Lenda Demeurica, que as montanhas são mais violentas que a alta do dólar, lá Fusca não sobe e Audi sobe de 1ª (imaginação deste povo besta e PDR).

Dia 19/09 Sábado
Ponto Zero: Posto Texaco Br 040 (Entrada de Luziânia/Churrascaria Nelore).
Horário: Concentração 06:30/ Largada 07:00. /Retorno 12:30.
Ida: 40 Km - Volta: 40 Km
Treino "curto" e com alta sobrecarga.
Não recomendado para iniciantes.
Teremos apoio motorizado - motivo: Percurso de 80 km sem água e alimentação.

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P.S. Pedal inédito, devido a altimetria do percurso, os kms serão
contabilizados em dobro para o Ranking - LD. Recomenda-se o
uso de pedivela triplo ou reduzido ex: 39x27. MTBs são bem vindas.
Confira o mapa estimado para o pecurso.


quarta-feira, 5 de agosto de 2009

O Espírito Randoneiro.



Diz a fábula que o espírito randoneiro, vive lá em Encantado. Mas quando pedalava por lá não consegui me comunicar com ele. Aquele trecho do brevet me deixou muito intrigado. Nunca pedalei por um lugar tão silencioso, tirando "a Festa de Peão", que tinha próximo a Lajeado não se escutava praticamente nada, nenhum vento, nenhum grilo, nenhum sapo... as 02 da manhã vi um peixinho, na contra-mão...

Aquele silêncio me fez meditativo, estava sozinho seguindo atrás do Faccin e o Rodrigo, e com o Rubens e o Edson na retaguarda, de repente girando quase em um tic-tac... popotizei-me... o Pexe virou Coelho e uma Tartaruga Mogens, viria com sua carapaça no final do Randonnée... Era uma fábula diferente da nossa infância: Como numa versão Mangai da fábula...



A tartaruga e o coelho foram apostar uma corrida. O coelho saiu na frente e quando estava no topo de um morro olhou para trás e viu a tartaruga lá longe, tão longe que ele resolveu deitar e dormir. Passo a passo a tartaruga passou pelo coelho adormecido e chegou em primeiro lugar. No Japão a fábula é ensinada para enfatizar a importância da persistência, paciência, continuidade.

Mas num Hare Baba Global, troquei de pinhão, fui para Índia e o sábio escutava agora esta história as margens do Ghanghis e me disse: “A tartaruga foi má. Sabe por que? Porque ela não acordou o
coelho.” São maneiras diferentes de se interpretar a mesma história. Talvez a tartaruga devesse ter
parado e verificado se o coelho estava bem antes de continuar caminhando lenta e continuamente.

Mas a história do Brasil era diferente, ao menos a que escutei na infância. A tartaruga enganava o coelho e chegava primeiro. Talvez por isso temos tantas pessoas envolvidas na corrupção. Não paramos para ajudar como na Índia, país pobre e sofredor. Nem vamos passo a passo até nossos objetivos, como no Japão, país próspero. Como seria a versão Randoneira? Lembrei-me da versão budista:

Saíram juntos o coelho e a tartaruga. Não se preocupariam em ganhar, mas em criar harmonia com sua passagem. Ofereceriam o prêmio um ao outro, pois não haveria perdedor. Um ganharia pela velocidade. Outro pela persistência.

A tartaruga veria o coelho sair rapidamente. Da poeira levantada onde nem suas patinhas poderiam ser encontradas, a tartaruga apreciando, cada passo, flor, estrada se apiedaria do amigo que na grande correria se esquecia de ver cada detalhe sagrado. O coelho por sua vez, pernas fortes e longas, se preocupava com a amiga tartaruga, de casco pesado e pernas curtas. Estaria sendo absurda essa competição?

Olhava para trás e a via caminhando, lenta e decididamente. Parava o coelho e a esperava.

Perguntava como estava. Juntos descansavam na sombra das árvores. E o melhor é que não havia gol a obter, não havia corrida a ganhar. Tudo que havia era o prazer de viver. Cada um com seu passo, seu estilo, sem competir, caminhando o Caminho, sendo o Caminho iluminado.

E nessa caminhada iam encontrando pessoas e animais, árvores e minerais, água, terra, ar, fogo, tudo que existe e sempre se prontificando a ajudar e a procurar a maneira correta de fazer com que todos percebessem a beleza de caminhar o caminho sem começo e sem fim.

No budismo ambos seriam bodisatvas, seres iluminados disfarçados a mostrar o Caminho verdadeiro a todos os seres. Essa versão me apetece e se parece sonho, fantasia, ilusão, utopia – é dessa matéria prima sagrada que a vida é celebrada.

Somos um com o mundo. O mundo é uno em nós. Quando inspiramos o mundo inspira. Além da dualidade o que resta é a unidade.A diversidade não é rival da unidade. Pelo contrário: no uno tudo está incluído. Cada parte, como um corpo de coração e pulmões, rins e fígado. Sorvi a água da caramanhola e agora a água era eu. Agora a água sou eu. Eu sou a água .


Interconectados. Intersendo... Olhar capaz de ver com clareza luminosa como espelho de cristal. Audição de ouvir com clareza sonora como Espelho de cristal. Assim com todos os sentidos. Tudo vendo, tudo ouvindo, todos os odores sentindo, todos os sabores, na pele o frio, o calor, as texturas. Mas a mente precisa estar luminosa e aberta, pois se estiver cheia de si mesma não é capaz de se tornar flexível e sensível.

Tartaruga e coelho não se opõem. São. Intersendo.

Cada um é como é. Tem sua função e ação. Se tartaruga quiser ser coelho terá problemas dores, sofrimentos. Não aceitará a si mesma. Estará o tempo todo reclamando, se rejeitando, julgando, se rebaixando. Triste sina.

Se o coelho pensasse ser tartaruga, com uma casa nas costas a se proteger dos caçadores, seria triste seu fim.

Cada um é cada um. Tem valor e tem lugar. Nada é fixo. Não há melhor nem pior. Há o que é correto em sua função e posição.

Ser humano, estrela, cão.

Somos todos apenas você.

E você sou eu.

Lomba.


Aonde está o Hengu? Nunca chega, parei iluminei meu odômetro... mais 1km, suspirei, transcendi as subidas agradeci por tanta pedaloína em meus neurônios, por tanta felicidade, por tanta luz.

Tivera então conhecido o Espírito Randoneiro? Talvez, mas já não havia mais perguntas e segui feliz com o aprendizado até aquele PC - Ali estavam Udo e Klayton, com um sono prá lá de Randoneiro (será que adormeceram, aos sons do Encantado?).

Namaste.

Roger Ban

( Grandes amigos randoneiros, a maior parte desta história foi adaptada... fonte: http://www.paramitta.org/blog/ )

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Randonnée 600Km - Mais um degrau rumo aos 1200Km.



O pedal começou às 03:30 da matina em Santa Cruz do Sul - RS - Como sempre uma festa iluminada, um
friozinho gaúcho ( para nós de Brasília aquilo já é o Alasca ) não andei 10 Km e tome pneu furado. Mais uma hora de pedal e tome outro pneu furado. Assim pedalamos durante muito tempo em último - Uma da vantagens em ficar em último é que quase sempre tem um carro da organização te seguindo. Dava pra escutar o cochicho quando eles se comunicavam - Estes são os últimos?... - Ok!


Na noite além do frio, tinha também um nevoeiro, a umidade é tão alta que os óculos embaçam e vai formando água que goteja no capacete, cenas surreais vão surgindo com as luzes das bikes, dos carros, dos sinais da estrada. Tem horas que parece que você tá no céu, outras horas nas montanhas - sei lá, fica-se entorpecido. .. acho que é a ação da pedaloína.

Nestas provas maiores, não tem esta de ficar tomando Power-Gel ou outros pozinhos e poções mágicas, o grande lance é comida de verdade - Bolo, torrada, cuca, coxinha, café, sanduba, pizza, massa, lazanha, galeto e por ai vai - O Dart ia se amarrar. Além de mais energia e sustância é mais saboroso. Portanto caprichamos no café da manhã e seguimos no pedal amistoso, jogando conversa fora nos retões, ficando carrancudo nas subidas e sprintando nas descidas - parando só para almoçar. P.S. - O Jonas é exceção ele fala nas subidas, descidas e até quando vai mijar...heheheh.




Quando fiz os 400 em Santa Cruz, tive um insight do lado social do Audax, até os 300 ficava mais preocupado com a perfomance, média de velocidade, horário das paradas... Nos 400 e nos 600 a grande sacada foi mesmo curtir mais a paisagem e as pessoas - O Erick e o Marcelo, agora colegas randoneiros estavam sempre junto e trocando umas idéias.

39 horas de prova, o sofrimento, fico pensando - será porque gosto tanto deste esporte. Quando cheguei, já tinha muita gente de banho tomado, uns diziam meu nome, me parabenizavam - eu não sabia o que dizer, se sorrir se chorar. Você fica meio abobalhado, ao mesmo tempo é um sentimento de missão cumprida, de superação, de vitória - como dizem os jovens daqui de Brasília. É MUITO MASSA VEI!

Galera do Sul! Mais uma vez muito obrigado por nos receberem com tanta simpatia e camaradagem - Vocês são a prova viva que pedalar transforma as pessoas em seres melhores e incorporam o verdadeiro Espírito Randoneiro. Parabéns por promoverem e participarem de um evento tão marcante em nossas vidas. Será muito bom estar ai para os 1000.


Acessem o site do Audax de Santa Cruz e confiram mais de 400 fotos do evento e diversos relatos, todas as fotos daqui, foram "surrupiadas de lá". -

Abraços Fraternais e até a próxima etapa de 1000 Km.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

MAGUILÃO 5.0! Etá Treino Forte!


Depois do Frita-Bacon, Terminator Lap, Vampirax, Volta Cristal, Planalmira, Pamplona e trocentos outros treinos. Vem ai o treino mais forte do DF - Maguilão 5.0! Desta vez o negócio é fazer força, para vencer os subidões. Quem aguentiá os 5 rounds da pedreira, vencerá mais este desafio.


Cada Round = Balão dos Condomínios, descer e fazer a subida da Matinha, retornar após o posto, descer a Matinha, fazer a tesourinha para os condomínios, subir a 8% até o Balão dos Condomínios.


Visualizar MAGUILAO em um mapa maior


A proposta da versão 5.O é de 05 rounds. Bora lá usar os seus cruzadios de quadríceps, os diretos de
panturilhas e jabs extensores, para vencer esta pancadaria. Não esqueça de calçar os Catracões e as Coroinhas!As MTB, desta vez levarão vantagens? Possa crer.... rsrssrs


" Nun aguentiou meus cruzadios..."

Ponto zero - Panificadora Doce-Pão. (Subida dos Condomínios).
Concentração as 06:30 da matina do sabadão 04/07.
Faça quantos "roundis", você aguentar"! E cuidado com knock-out!
No final do fight ( ou melhor do pedal) - rola um social com pão-com-ovo.

Borá?

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Corrida do Fogo! Inscrições Abertas

Domingo a noite, dia 05 de julho acontecerá em Brasília a 19ª Corrida do Fogo, promovida pelo Corpo de Bombeiros CBMDF, esta é considerada a melhor corrida de rua de Brasília. Se você ainda não fez a inscrição! CORRA! Elas encerram no dia 03 de julho, mas como nas outras edições, vão acabar antes pois são sempre limitadas. Portanto não deixe para última hora. Valor R$ 25,00.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Audax 400 K Santa Cruz do Sul - RS

Saudações Ciclopáticas aos Randoneiros do Planalto!


         Osvaldo, Érika, Jonas e Rogério
Turma de Brasília Brevetados nos 400Kms


Ainda bem que não preciso escrever com as pernas,mas é nelas que residem parte das lembranças de que no domingo dia 24 de maio de 2009, às 02:00 da matina chegávamos de volta ao Hotel Feldman em Santa Cruz do Sul (RS), após 22:30 horas entre pedalar, fazer novas amizades, trocar pneu, PCs, muita comida e subidões intermináveis! Após percorrer um total de 406 Kms, distância até então inédita para minhas pernas, consegui o tão almejado Brevet Randonne 400 Km. 


Foi uma pena Brasília ter a etapa 400 cancelada, mas a Organização teve lá suas razões para tanto. O fato é que existem dois tipos de audaxiosos no brevet de 400 - os que querem apenas concluí-lo e aqueles que vêem nele um degrau a ser superado rumo aos 600 (Super Randonneur) ou até os 1000. Acho que a maior parte da turma de Brasília, almejava os 400 como ponto final. Já os que foram para Santa Cruz, estavam mirando em seguir adiante, assim apesar dos gastos financeiros e de tempo, as compensações foram muitas - os 400 foram um super treino, psicológico, físico, estratégico e de aprendizado social rumo aos 1000. 

Poderia tecer o meu relato em relação a altimetria, médias de velocidade dos trechos, hidratação, qualidade das vias, enfim falar da estratégia da prova. Mas prefiro falar do lado da camaradagem e da paixão pelo ciclismo que move o Audax no Brasil. Um dia antes fomos brindados com um congresso técnico pelo organizador Luiz Faccin, o clima foi de descontração, e ali foram detalhados os pontos críticos do percurso e dirimidas outras dúvidas. O jantar servido logo depois, possibilitou um maior entrosamento dos participantes. E foi ali que caiu a ficha que o Ciclismo de Longa Distância é acima de tudo um evento social - característico da espécie humana - acho que rolou aquele lance dos guerreiros preparando-se na noite anterior para a batalha do dia seguinte...

Conheci gente que pedalou 400,  600, os 1200, que pedalou o Paris Brest, gente que pedalou em dia tão frio que a água da caramanhola congelou, gente que pedalou muitos kms quando o lance por aqui ainda era chamado de Pedalada, gente que igual ao Dart, já pedalou muito levando umas latinhas. Conheci gente que morou três anos nos Lençóis Maranhenses. Gente que é capaz de sair de Brasília e ir a Salvador por paixão à um pudim de Tapioca. Gente que presenteia os amigos com um pote de Melaço. Gente que me presenteou mil dicas sobre frio e até com acessórios para se defender dele...  Mas Báh Tché! Acho que conheci o espírito do Audax - evento eminentemente social.
Abraços Fraternais e que venham os 600 Tché!

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Training4Cyclists - Site de Treino de Ciclismo

Jesper Therkildsen - Médico e Treinador de Ciclismo.

Jesper Therkildsen

Jesper - autor do Site Trainning4Cyclists, que reune uma série de artigos interessantes sobre treinamento em ciclismo é um médico. Foi exatamente o ciclismo que despertou seu gosto por Fisiologia do Exercício levando-o ao início de seus estudos médicos na Universidade de Aarhus -Dinamarca, em 2001.

No tempo livre da faculdade Jesper trabalhou como treinador de uma dupla de talentosos ciclistas Dinamarqueses, estes vieram a representar a Equipe Dinamarquesa Júnior e sub23 na Liga Nacional em diversas provas internacionais como as Copas Mundiais e o Campeonato Europeu.

Durante os últimos 8 anos tem aumentado seu conhecimento sobre treinamento, planejamento e fisiologia, Sempre tentando dar os melhores ensinamentos à seus ciclistas. Para ser um bom treinador de ciclismo, acredita que é importante ter um grande conhecimento sobre fisiologia do exercício, e estar atualizado com as pesquisas mais atualizadas.

Leituras recomendadas: ( Em Inglês)

Pretendo traduzir alguns dos artigos do Training4Cyclists para o Português, e caso haja interesse ema algum em especial, por favor deixe o seu comentário abaixo.

Abraços Fraternais


quarta-feira, 8 de abril de 2009

Aberta a Temporada de Corridas Populares

No próxmio dia 1º de Maio, o Sesi promove uma das corridas de ruas mais tradicionais de Brasília, a Corrida Sesi do Trabalhador - a largada será às 09:00 no Eixo Monumental - Torre de TV.  

As inscrições, para o percurso de 10 ou 05 Km,  custam apenas R$10,00 e dão direito ao kit com camiseta,  chip e número de peito e podem ser feitas nas unidades do SESI e Parque da Cidade ( Quiosque da Saúde).

O Escriba como sempre estará lá! - Trotando com estilo no combate ao sedentarismo. Venha também praticar o esporte que mais cresce em Brasília, as inscrições são limitadas a "apenas" 3000 participantes.

segunda-feira, 30 de março de 2009

70Kms de Ceilândia - Pedaloína Rural

Neste fim de semana, rolou um reconhecimento extra-oficial dos 70 Kms de Ceilândia 2009 - A maior prova de Mountain Bike do Centro-Oeste.  A organização dos 70 só tem melhorado a cada ando e a contar pela premiação deste ano,  que conta inclusive com um carro zero km,  a prova tem pretensões ambiciosas de vir a ser a maior do país.

Informações sobre o evento: http://www.70kmdeceilandia.com.br/

O Escriba ruralizou e partiu para o reconhecimento dos 70, confiram como foi mais este pedal...



Eu intava feliz e nun sabia! Acho qui disacostumei desta tar de trilha. Di agora indiante eu quero é a Spidulína, minha magrela di estimação. Num tô guentando mais o barrão não sô, o trem rorozo...


No domingo eu, Mestre Pickina, Cumpadi Ulhoa, o Franco Baré e o Tião Galinha, se aventuremo a fazer um tar reconhecimento nos 70 Kms de Ceilândia - é uma destas triazinha di competição, qui vale inté um carro zero, baum né? Eu num sei pra modiquê os tarzinhos dus 70 de Ceilândia ficam em Brarlândia, vai intendê estas coisas de brasiliense cuns miolo desadivertidos, o povo besta sô! 


Mais bem intão: Nois se mandamo pra lá, fiquemo ali nos arredor, mesmo dispois di se dedicar mais ao pedars di velocidade. E nóis lá ia girando, di levizim, qui era pra modi si acostuma e du corpo produzi uma tar de pedaluína rurar, é umas destas coisas fisiológicas da cabess num sabe? Uns trem qui deixa os miolo sussegado dimais. 

Siminino, aquilo é o trem mais rorozo do mundo, tem uns mata-burro bem nú mei da tria, é um tar de abre cancela, de munta inriba da bike, desci di riba di bike Qui disgramera era aquela cumpadi! Valha-me Deus, ou mior - Vala-mi Deus, era só o que tinha - umas mardita dumas vala. 

Ieu só num cai praquelas banda, purque num guentava mais girar... ieu tava muito fraquim e tentando colar na roda di Mané Rolinha - um homizarrão danado di forte e dispois du treino dionti - o nomi era esquisito - Audax Roots, (foi mais de 100 Km cum os Longa Distanca) , intão ieu ia bem divagarim qui era pra num acabar cuns as reserva nergética... as brevidade, os pão di queijo, as peta, o cural e as rapadurinha, ihhhh num deu nem pru cumeço. Teve um moço lá num camelim qui inté mi ofereceu um cremim num saquim... era o tar gel... trem bão dimais. 



Fiquemo perdido lá moço... chei de vaca pra tudo qui é lado, e os tar ciclão sumiram tudo, só nois mesmo e os morrão qui a toda hora parecia no caminho. Dispois di marrom meno umas 5 horas nois acho o caminho di volta, la na berada do laguim encontremo Mestre Pickina já disolado e doido pra vortar pra casa pra almoçar o cumê da sogra dele. Eta homi bão este tar.

Mas oia só. Eu juro de pé juntin qui subi um morro di mais de 6 Km, o trem num cabava nunca, era só coroinha e catracão - deu inté injoô, cheguei in casa quebradim, quebradim e agora só quero saber da minha spidulina e o tar Audax! Meu camelim - a pretinha, tá ali jogada num canto, pricisando duma boa lavage.

T+ meus cumpanheiro di Pedar.

Fiqui cum deus ias bença du Cumpadi Escriba - Roger Ban.